Conselho de Segurança do CE quer que policiais cedidos ao legislativo e judiciário voltem ao policiamento

conselho estadual de segurança pública

Enviar ofício aos poderes legislativo e judiciário que promovam licitações com o fim de contratar empresas de segurança privada para que os policiais militares, cedidos a essas instituições sejam devolvidos à atividade de policiamento ostensivo. Essa é uma das propostas, do Conselho de Segurança Pública do Ceará, que serão colocadas em documento a ser enviado ao Governador Camilo Santana e ao presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Zezinho Albuquerque, e o Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Francisco Gladyson Pontes.

Durante reunião nesta sexta-feira (29), o Conselho discutiu o cenário de violência urbana no Estado. O encontro reuniu representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público do Estado e Ordem dos Advogados do Brasil, secção Ceará (OAB-CE).

É atribuição do Conselho de Segurança, além de fiscalizar as ações de segurança pública do Estado, propor soluções para a resolução de problemas, como o assassinato de policiais civis e militares em serviço e de folga. Nos últimos três anos, ocorreram 75 mortes e, apenas nos nove primeiros meses deste ano, 25 profissionais foram assassinados no Ceará.

“O policial não pode ficar sendo acusado toda hora de tudo, porque aí ele fica com medo e não trabalha. Chegou a hora de ampararmos os nossos policiais, os bons policiais. O secretário de Segurança Pública tem trabalhado. Estivemos com ele na semana passada. O governador também tem tentado fazer alguma coisa, mas ainda é pouco”, diz o advogado Francisco Carlos Calisto, presidente da Comissão de Segurança da OAB-CE.

Outro problema discutido pelo Conselho foi a ressocialização de presos no Ceará. “De cada 100 pessoas que deixam o sistema prisional 80 retornam à marginalidade. O Conselho tem buscado debater esse tema, juntamente com a sociedade civil, porque sem ela nós não vamos conseguir enfrentar a fratura desse ciclo vicioso da segurança. É preciso que se qualifique o preso, que se ocupe a mão de obra do preso, que se enfrente o ócio prisional para que depois o preso, quando se tornar um egresso do sistema, possa ser reaproveitado na sociedade”, alerta o advogado Leandro Vasques, presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública.

Fonte: g1/ce

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