ACSMCE participa de audiência pública na Assembleia Legislativa

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Na manhã da segunda-feira, 12, a Associação dos Cabos e Soldados Militares do Estado do Ceará esteve presente na audiência pública na Assembleia Legislativa que tratou sobre a criação do Batalhão de Policiamento Feminino da PMCE.

A mesa da audiência pública, composta pela deputada estadual Fernanda Pessoa (PR); TC PM Cléa Beltrão; 1º SGT PM Isabel Maria Silva Braga; Fátima Bandeira, representante do Conselho Cearense dos Direitos da Mulher; Camila Silveira, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres do Governo do Estado; e o diretor de projetos da ACS, 3º SGT PM José de Abreu, defenderam veementemente a não criação desse batalhão, uma vez que isso só aumentaria a segregação dentro dos quartéis, haja vista o preconceito remanescente na corporação.

O diretor de projetos da ACS, lembrou ainda que “historicamente as mulheres já provaram por A+B que não são sexo frágil, basta olhar a resistência francesa na 2ª guerra mundial, feita por mulheres, ou nos dias atuais, nos países onde o Estado Islâmico insiste em permanecer, quem faz a defesa são as mulheres. É preciso que seja feito um estudo de condições de trabalho das mulheres nos quartéis e não a criação de um batalhão feminino, fazendo com que a PMCE retroceda no tempo”.

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Fátima Bandeira, 3º SGT PM José de Abreu, Camila Silveira

Em tempo

No jornal Diário do Nordeste de 02 de novembro de 2016, a matéria “Deputado propõe criação de Batalhão Feminino na PM”, o que mais chama a atenção é o preconceito em relação ao gênero: “De acordo com o projeto, as policiais devem ser empregadas precipuamente em missões de policiamento ostensivo. Elas poderão atuar em policiamento de trânsito, em locais onde tenham melhores condições de segurança, em operações policiais-militares no trato com mulheres e menores em geral; em terminais marítimos, ferroviários, rodoviários e aeroviários; e em outros serviços a critério do comandante-geral, desde que compatíveis com “condições de mulheres”.

Quais são as condições de mulheres? Trabalhar em um quartel que não tem alojamento ou banheiro adequado? Trabalhar com coletes a prova de balas que não são feitos anatomicamente para elas? A Polícia Militar do Estado do Ceará faz milagres na segurança pública e criar um batalhão que não é especializado, mas sim preconceituoso não agrega em nada, muito pelo contrário, poderá trazer prejuízos a sociedade civil como um todo.

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