Capitão Wagner: Quero manter liderança de oposição aos Ferreira Gomes

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Baixada a poeira do resultado acirrado da eleição em Fortaleza, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) tem o desafio de transformar a derrota sofrida para o prefeito Roberto Cláudio (PDT) nas urnas, no último domingo, 30, em motivação política na disputa local.

O parlamentar quer aproveitar o capital político adquirido no pós-eleição e se manter como a principal liderança de oposição para 2018 ao grupo político que governa Fortaleza e a maioria dos municípios do Ceará, liderado pelos irmãos Ferreira Gomes.

“Fazendo uma análise bem fria, disputei com a campanha mais cara do País. Ao contrário da gente que ainda está devendo… Foi extremamente positivo e vitorioso (o resultado da votação), e o mérito não é só meu, mas de um grupo de pessoas que aderiu à nossa candidatura”, analisou o parlamentar.

Com poucos dias de folga após o fim do segundo turno na Capital, Wagner retornou ontem às atividades de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (AL-CE).

No primeiro discurso após a campanha municipal, criticou a imprensa em episódios pontuais da disputa eleitoral e relembrou sua trajetória de votos nas candidaturas dos últimos seis anos, desde quando disputou pela primeira vez um cargo eletivo ao tentar vaga na AL-CE no ano de 2010.

Em aparte do discurso de retorno, o deputado recebeu apoio e elogios de colegas governistas e de membros da oposição ao governador Camilo Santana (PT) na Casa legislativa, como Heitor Férrer (PSB), Joaquim Noronha (PP), Roberto Mesquita (PSD), Audic Mota (PMDB) e Danniel Oliveira (PMDB).

“Você foi um grande trunfo para quem fazia oposição ao status quo”, disse Heitor, candidato derrotado no primeiro turno da disputa ao Paço Municipal. Já Roberto Mesquita (PSD), que pediu votos para RC na Capital, disse que Wagner “é o maior líder que a política teve nesses últimos seis anos”.

O deputado do PR afirmou ao O POVO que vai trabalhar nos próximos anos e ter “cuidado” para não perder o capital político que conquistou nos últimos meses.

“É um momento para ter cuidado de não perder esse capital político. E, a partir de então, vou ter que me desdobrar para, nesses dois anos, manter essa liderança (de oposição) junto com as forças que se opõe aos Ferreira Gomes”, analisou o parlamentar.

Sem citar a estratégia eleitoral para 2018, o parlamentar citou os senadores Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB), além do ex-prefeito Roberto Pessoa (PR) e o ex-governador Lúcio Alcântara (PR) como nomes fortes de oposição que pretende continuar ao lado para os próximos embates eleitorais no Ceará.

Apesar da recusa do ex-candidato ao termo “padrinho político”, os dois senadores foram fundamentais para o arranjo da aliança partidária que deu sustentação à candidatura nos dois turnos da eleição em Fortaleza.

Wagner terminou a campanha em Fortaleza com 588 mil votos, embora tenha gastado um terço do recurso investido na candidatura do adversário. RC foi reeleito com 678 mil votos.

Wagner terminou a campanha em Fortaleza com 588 mil votos, embora tenha gastado um terço do recurso investido na candidatura do adversário. RC foi reeleito com 678 mil votos.

Fonte: O Povo

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