Deputado critica audiências de custódia e afirma que policiais cearenses estão desmotivados a combater o crime

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Em pronunciamento na Assembleia Legislativa do Ceará, na manhã desta terça-feira (22), o deputado estadual Capitão Wagner (PR), voltou a criticar a situação da violência no Estado e reafirmou que, através de “grampo” (escutas telefônicas), a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) descobriu que tem partido de bandidos da Penitenciária de Pacatuba a ordem para “caça” policiais e matá-los.

Wagner também fez severas críticas ao Poder Judiciário cearense, que implantou o sistema de Audiências de Custódia, que coloca nas ruas diariamente bandidos de alta periculosidade presos em flagrante  dias antes. Criminosos reincidentes e contumazes, que voltam a traficar drogas, assaltar e matar cidadãos logo que recebem da própria Justiça o direito de retornar à liberdade.

Conforme Wagner, policiais cearenses estão sim sendo caçados e mortos nas ruas  por ordem de bandidos ligados à facções criminosas instaladas no Sistema Penitenciário Estadual.  De dentro da Penitenciária de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), teria sido dado um “Salve Geral” das facções para os ataques aos policiais. “Quero ver se o secretário de Segurança (Delci Teixeira) vem à publico me desmentir”, desafiou.

O parlamentar cobrou do Estado o bloqueio de sinal de telefonia de celulares nos presídios, pois de dentro deles saem as ordens para a prática de crimes na sociedade, entre eles, os assaltos e assassinatos de policiais civis, militares e federais.

Desmotivados

“Tudo isso tem feito os policiais cearenses trabalharem desmotivados. Com que motivação o policial veste uma farda, coloca um colete e sai de casa para ir às  ruas combater o crime, sabendo que, se atirar em um bandido no outro dia será punido? E se for o bandido que atirar no policial e for preso, no outro dia ele vai para uma audiência de custódia e de lá será solto”.

“Essa medida (audiências de custódia) não combina com o Ceará. E não combina porque o Ceará não tem uma estrutura que possa ressocializar o bandido. Ele comete um crime grave, vai para a audiência de custódia e, no dia seguinte é liberado pela Justiça para voltar às ruas com uma tornozeleira eletrônica”.

Fonte: Cearanews7

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